11/02/2019 – A Rebelião de Satanás

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1° TRIMESTRE

A UNIDADE NA TRINDADE / A REBELIÃO DE LÚCIFER /A FORMAÇÃO E NATUREZA DO HOMEM / A QUEDA DO HOMEM E CONSEQUÊNCIAS DO PECADO /O PLANO DA SALVAÇÃO / REGENERAÇÃO E SANTIFICAÇÃO PARA UNIDADE E COMUNHÃO COM DEUS

INTRODUÇÃO

Na Bíblia, Satanás aparece pela primeira vez no relato do pecado do homem (Gn 3). Já no inicio das Escrituras, já se apresentam teorias de sua queda. Mas, por razões não esclarecidas, o relato de sua própria queda não está na Bíblia.

O evento é lembrado duas vezes nos escritos dos profetas: Isaías, em meio ao relato contra a Babilônia (Is 14.11-23) e, mais tarde, por Ezequiel, quando repreende o rei de Tiro (Ez 28.11-19). Esses textos contam a maior parte do que sabemos sobre a queda de Satanás.

 

 

“Como caíste desde o céu, ó Lúcifer, filho da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações!
E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte.
Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo.
E contudo levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo.”

Isaías 14:12-15

 

 

Não é possível para nós, seres humanos – limitados ao tempo e ao espaço – compreender este grande e complexo assunto. De qualquer forma, o anjo que se rebelou contra o governo de Deus, chamado de Lúcifer, Diabo ou Satanás, foi criado em algum momento antes da Criação. E neste estudo sobre unidade, é de extrema importância estudarmos sobre quem e o que são os principais inimigos da nossa unidade com Deus e os irmãos.

 

O Nome Lúcifer

 

No hebraico, o nome Lúcifer é traduzido da palavra hebraica “helel”, que significa brilho. Esta designação, referindo-se a Lúcifer, é a tradução da “estrela da manhã” que se apresenta em Isaías 14:12-14, por isso esse não é um nome encontrado nos originais.

 

Teoria do Intervalo – Teologia Contemporânea

 

A Teoria do Intervalo é a teoria que acredita que Deus criou o planeta Terra completamente funcional, com todos os animais, incluindo os dinossauros e outras criaturas que conhecemos apenas por fósseis. Então, segue a teoria, aconteceu algo que destruiu a terra por completo – alguns especulam que foi a queda de Satanás à terra – e, por isso, a terra tornou-se sem forma e vazia. A esta altura, Deus começou tudo de novo, recriando a terra em sua forma de paraíso como descrito no primeiros capítulos de Gênesis.

 

Gênesis 1:1-2 declara: “(1) No princípio, criou Deus os céus e a terra. (2) A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas”

 

Aqueles que defendem a Teoria do Intervalo o fazem para poder reconciliar as teorias de cientistas modernos que acreditam na teoria de que a terra é muito velha – a crença de que a terra é bilhões de anos mais velha do que a Bíblia afirma que ela seja quando adicionamos as genealogias do homem encontradas nas Escrituras.

 

Esta teoria popularizou-se entre o fim do século XVIII e metade do século XIX, quando a Geologia (que nesta época era uma ciência ainda recente), afirmou que a terra era muito mais antiga do que Gênesis e a Geologia diluviana poderiam afirmar. Foi difundida por Thomas Chalmers, um professor da Universidade de Edimburgo, fundador da Free Church of Scotland, e autor de um dos Tratados de Bridgewater; que atribuiu ao teólogo holandês Simon Episcopius a criação desta teoria.[4]

 

A Origem do Pecado

 

O que é o pecado

Pecado-  Violação de um preceito religioso.Desobediência a qualquer norma ;falta; erro.

É errar o alvo

Separação do homem do Criador

O pecado, portanto, originou-se na livre escolha das criaturas de Deus. E Lúcifer é de quem se originou o pecado e os principais textos são Ezequiel 28:13-15 e Isaias 14:11-15, Essas duas passagem vão além da história humana e marca o início do pecado no universo e da queda de Satanás nas esferas primitivas e sem pecado antes da criação do homem.

 

O que ensina a Biblia sobre esse importante assunto? O ponto de vista bíblico e que o pecado originou-se no abuso da liberdade concedida aos seres criados, os que foram equipados com o uso da vontade. Não foi Deus o criador do mal. O mal e uma questão de relacionamento, e não algo provido de substancia. Basicamente, desconsidera a gloria, à vontade e a Palavra de Deus. Rompe com a relação de obediência para com a Fé em Deus, e toma a decisão de falhar diante dEle. Entretanto, por razoes que são melhores conhecidas por Ele mesmo, Deus permitiu a possibilidade da falha moral. Existem certas coisas que Deus não nos revelou. A

teologia especulativa procura investigá-las mediante a razão humana. Um exemplo disso e o escolasticismo, que dominou o pensamento da Europa Ocidental entre os séculos IX e XVII. Combinava ensinos religiosos com filosofias humanas, principalmente as idéias de Agostinho e Aristóteles, e tentava dizer mais do que Deus tencionou revelar.

 

Entretanto, em ambas as passagens, a menção da rebelião de Lúcifer aparece num contexto que não trata, especificamente, de Satanás, (Isaías 14 – Babilônia  Ezequiel 28 – Rei de Tiro), Esse fato levou muitos estudiosos da Bíblia a rejeitar a idéia de que as passagens se referem a uma rebelião e a insistir que elas focalizam exclusivamente as nações  às quais são dirigidas.

 

A linhagem de Satanás

De Isaías 14 e Ezequiel 28 emerge um quadro relativamente extenso de Satanás antes de sua rebelião.

Sua pessoa: Ele foi o ser mais exaltado de toda a criação (Ez 28.13,15), a mais grandiosa das obras de Deus, um ser celestial radiante, que refletia da maneira mais perfeita o esplendor de seu Criador. Assim, ele apropriadamente era chamado de Lúcifer. Essa palavra vem de uma raiz hebraica que significa “brilhar”, sendo usada unicamente como título para referir-se à estrela de maior brilho e cujo resplendor mais resiste ao nascimento do Sol. O nome Lúcifer tornou-se amplamente usado como título para Satanás antes de sua rebelião porque é o equivalente latino dessa palavra. Na realidade, é difícil saber com certeza se o termo foi empregado com o sentido de nome próprio ou de expressão descritiva.

Seu lugar: Ezequiel afirmou que esse anjo exaltado estava“no Éden, jardim de Deus” (Ez 28.13). Aqui, a referência não é ao Éden terreno que Satanás invadiu para tentar a humanidade, mas alguns estudiosos afirmam ser à sala do trono em que Deus habita em absoluta majestade e perfeita pureza (veja Is 6; Ez 1). Outros dizem que Lúcifer viveu no primeiro Jardim do Éden, um jardim mineral, antes de Adão e Eva. Não era um jardim vegetal. Era um lugar cheio de PEDRAS PRECIOSAS, sobre as quais, ele – Lúcifer – caminhava. Ezequiel 28 também chama esse lugar de “monte santo de Deus”, onde Lúcifer andava “no brilho das pedras” (v. 14).Essas descrições não são apropriadas ao Éden terreno, mas adequadas à sala do trono de Deus, conforme representações em outros lugares da Escritura.

Sua posição: Satanás é denominado “querubim da guarda ungido” (Ez 28.14). Querubins representam a mais alta graduação da autoridade angélica, sendo seu papel guardar simbolicamente o trono de Deus (compare os querubins esculpidos flanqueando a arca da aliança – o trono de Javé – no Tabernáculo ou Templo, Êx 25.18-22; Hb 9.5; cf. Gn 3.24; Ez 10.1-22). Lúcifer foi ungido (consagrado) por sentença deliberada de Deus (Ez 28.14: “te estabeleci”) para a tarefa indizivelmente santa de guardar o trono do todo-glorioso Criador. Ele é descrito como sendo dotado de beleza inigualável, vestido de luz radiante, equipado com sabedoria e capacidade ilimitadas, mas também criado com o poder de tomar decisões morais reais. Portanto, a obrigação moral mais básica de Satanás era a de permanecer leal a Deus, de lembrar sempre que, independentemente de quão elevada fosse a sua posição, seu estado era o de um ser criado.

A Queda de Satanás

Neste ponto, encontramo-nos diante de um dos mais profundos mistérios do universo moral, conforme revelado nas Escrituras: “Como é que o pecado entrou no universo?” Está claro que a entrada do pecado tem conexão com a rebelião de Satanás. Mas, como foi que o impulso perverso surgiu no coração de alguém criado por um Deus perfeitamente santo? Diante de tal enigma, temos de reconhecer que “as coisas encobertas”, de fato pertencem a Deus; as reveladas, no entanto, pertencem a nós (Dt 29.29). E três dessas realidades claramente reveladas merecem ser enfatizadas:

Primeiro: a queda de Lúcifer foi resultado de sua insondável e pervertida determinação de usurpar a glória que pertence unicamente a Deus. Esse fato é explicitado em uma série de cinco afirmações que empregam verbos na primeira pessoa do singular, conforme registradas em Isaías 14.13-14. Nisto consiste a essência do pecado: o desejo e a determinação de viver como se a criatura fosse mais importante que o Criador.

Segundo: Satanás é inteira e exclusivamente responsável por sua escolha perversa. Nisso existe uma dimensão inescrutável. Alguns têm argumentado que Deus deve ter Sua parcela de responsabilidade por este (e todo outro) crime, porque, caso fosse de Seu desejo, poderia ter criado um mundo em que tal rebelião fosse impossível. Outros dizem que, se Deus tivesse criado um mundo em que apenas se pudesse fazer o que o seu Criador quisesse, nele não poderiam ser incluídos agentes morais feitos à imagem de Deus, dotados da capacidade de tomar decisões reais – e, conseqüentemente, de escolher adorar e amar a Deus. Há verdade nessa observação, mas também há mistério. O relato deixa claro que o orgulho fez com que Lúcifer caísse numa terrível armadilha (Is 14.13-14; Ez 28.17; cf. 1 Tm 3.6), mas nada explica como tal orgulho de perdição pode surgir no coração de uma criatura de Deus não caída e perfeita.

No entanto, não há mistério quanto ao fato de que Satanás é, totalmente e com justiça, responsável pelo seu crime. Ezequiel 28.15 afirma explicitamente que Lúcifer era perfeito desde o dia em que foi criado, “até que se achou iniqüidade em ti”. A culpabilidade moral é dele, e apenas dele. Na verdade, em toda sua extensão, a Bíblia afirma que Deus governa soberanamente o universo moral e controla todas as coisas – inclusive a maldade de homens e anjos – para que correspondam aos seus perfeitos propósitos. Mas ela também ensina que Deus não deve e não será responsabilizado por essa maldade, em qualquer sentido.

Finalmente, por causa de sua rebelião, Satanás tornou-se o arquiinimigo do homem e de tudo o que é divino. Sua queda – bem como a dos espíritos que se uniram a ele – é irreversível; não há esperança de redenção. Satanás foi privado da comunhão com o Deus santo de forma final e irrecuperável. Para ser exato, Satanás ainda tem acesso à sala judicial do trono do Universo por causa de seu papel de acusador dos irmãos, papel este que lhe foi designado divinamente (Jó 1 e 2; Zc 3; Lc 22.31; Ap 12.10). Tal acesso, no entanto, é destituído da comunhão com Deus ou da Sua aceitação. Devido à sua traição, que foi a mais terrível na história do cosmo, Satanás e seus anjos somente podem esperar a condenação e a punição eternas (Mt 25.41).

 

Concluímos então que o primeiro pecado não foi no Éden terreno, e sim no céu, quando Lúcifer declarou o desejo do seu coração de estabelecer seu troco acima do trono de Deus. Seu trabalho no Éden terreno foi justamente colocar no coração de Adão e Eva o mesmo sentimento, de ter o mesmo poder que o criador e assim destruir a unidade entre eles.

 

Equipe Pedagógica da Escola Bíblica Dominical

Projeto Vida Nova de Irajá

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